Que Planeta é esse?

Giuliana Preziosi
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Quando paro e penso neste mundo em que vivemos, o primeiro minuto é bastante pessimista, tem tragédias, catástrofes e crises, mas, depois de dez minutos sou dominada por pensamentos felizes, sonhos, e isso me enche de esperança. O que acontece do segundo minuto até o décimo é uma tempestade de perguntas que fazem minha cabeça fervilhar e me trazem dúvidas se meu sonho a partir do décimo minuto é possível de ser realizado.

 

É fato que a gente vive em uma fase de transformação, seja no âmbito tecnológico, cultural ou até mesmo espiritual. Mas, as mudanças estão acontecendo em um ritmo muito mais acelerado do que a gente consegue perceber e se dar conta. Será que quando a ficha cair, vai ser tarde demais?
Vamos começar pelo aspecto ambiental, mesmo ainda existindo alguns céticos que insistem em afirmar que as mudanças na temperatura da terra e os fenômenos naturais que vêm ocorrendo fazem parte de um sistema cíclico do planeta, as provas e evidências de que a natureza está dando sinais claros de que o homem precisa rever processos e mudar a forma de extrair recursos naturais estão bem debaixo dos nossos olhos.

O último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) é claro ao afirmar que há mais de 95% de chance de que o homem tenha causado mais de metade da elevação média de temperatura registrada entre 1951 e 2010, que está na faixa entre 0,5 a 1,3 grau. Se a queima de combustíveis fósseis continuar no ritmo atual e sem o cumprimento de políticas climáticas, há ao menos 66% de chance da temperatura global aumentar pelo menos 2ºC até 2100 em comparação aos níveis pré-industriais (1850 a 1900).

Um dos principais vilões dessa história é o uso de combustíveis fósseis, mas, como mudar a atual lógica do sistema e investir em formas alternativas que usem o vento, o sol e a água para gerar energia? Bons exemplos começam a surgir, mas, ainda são frágeis quando a gente se depara com o contexto econômico envolvido em cima disto.
Partindo para o aspecto econômico, é fácil notar que a o modelo econômico atual vem demonstrando sinais de fraqueza há algum tempo, as crises nos EUA, na Europa e até a crise disfarçada no Brasil são claros exemplos. Difícil é assumir que as mudanças necessárias são radicais, quando se coloca em xeque o coração do modelo capitalista, o consumo. E falar em consumo, é pensar em hábitos, costumes e comportamentos, o que nos leva à terceira parte desta equação, o aspecto social.

Eu ousaria dizer que o aspecto social, na minha opinião, é um dos mais complexos porque ele tem como centro o comportamento e os hábitos das pessoas. É como se alguém falasse que tudo que você aprendeu está errado e deveria ter sido feito de outra forma. Mudar é um processo que leva tempo, mesmo quando entendemos que precisamos agir diferente, não conseguimos simplesmente apertar um botão e começar a agir de outra forma.

O comportamento pode ser definido como o conjunto de reações de um sistema dinâmico, em fase às interações propiciadas pelo meio onde está envolvido. Mas, se o meio onde está envolvido também está passando por mudanças, talvez fique mais difícil enxergar e escolher qual o melhor caminho a ser adotado.
O fato é que as relações sociais estão mudando, assuntos como equidade de gêneros, diversidade, direitos humanos, fim do trabalho escravo e infantil, bullying, estão em pauta e demandam ações imediatas por parte de pessoas, empresas e governos.

Se tudo isso está acontecendo em nosso planeta, para onde vamos? É, ainda não inventaram uma forma fácil de simplesmente se mudar para outro planeta. Além disso, eu sou parte dessa mudança, e você também é. A questão é: quais são os caminhos que nós vamos trilhar juntos enquanto sociedade ou, melhor diria, enquanto humanidade.

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